Anotação Sobre O Libertino

>> sábado, 8 de novembro de 2008


Gosto muito de conhecer a vida das pessoas. Por isso estou sempre lendo biografias ou assistindo filmes que contam a trajetória de alguém. Hoje, nós vimos o filme O Libertino, que conta a história de John Wilmot - Conde Rochester - contemporâneo do Rei Charles II da Inglaterra.
O início e o final do filme são iguais: Johnny Depp falando algo "com a gente". O texto é muito bom e transcrevo aqui o discurso inicial e o final. O que me deixou "de cara" foi a resposta que dei à pergunta feita ao término do filme: um sincero sim.


Nina Victor



No início ele diz:

Permitam-me que seja franco
antes de começar
Não vão gostar de mim.
Os cavalheiros sentirão inveja
e as damas repulsa.
Não vão gostar de mim agora
e muito menos com o decorrer da história.
Damas,
um aviso.
Estou disponível.
Sempre.
Não é uma questão de orgulho ou opinião.
É uma constatação médica.
Digo-o de forma categórica.
E irão vê-lo de forma inequívoca.
Não.
É uma posição confortável a vossa
é melhor observar e tirar as vossas
conclusões de forma distanciada
ao invés de o fazerem vendo-me
envolvido com as vossas mulheres.
Cavalheiros,
não desesperem.
Também estou disposto a isso.
E portanto, o mesmo aviso
se aplica a vós.
Controlem as vossas erecções até
que eu tenha uma última palavra,
mas quando tiverem sexo,
e terão sexo,
estou certo que o farão,
saberei se me desapontaram.
Desejo que façam sexo
enquanto vos observo e
ridicularizo os vossos genitais.
Sintam...
como eu senti,
como eu me sinto.
E pensem.
Seria este arrepio
o mesmo que ele sentiu?
Será que sentiu algo de mais profundo?
Ou existe um muro de infelicidade em
que todos chocamos com as cabeças
nesses pequenos momentos eternos?
É tudo.
Este foi o meu preâmbulo.
Nada em rima.
Nenhuma afirmação de modéstia.
Não esperavam isso, penso eu.
Chamo-me John Wilmot.
Visconde de Rochester.
E não quero que gostem de mim."


No final, ele fala:

"E finalmente,ali ele jaz
O convertido no leito de morte.
O devasso crente.
Eu não sabia me conter não é?
Dê-me vinho,eu bebo tudo
e jogo a garrafa vazia no mundo.
Mostre-me Nosso Senhor Jesus em agonia...
e subo na cruz,tiro seus pregos
e os coloco em minhas mãos.
Aqui vou eu,arrastando-me do mundo...
com minha saliva fresca sobre a Bíblia.
Olho a cabeça de um alfinete...
e vejo anjos dançando.
E então...
Gostam de mim agora?
Gostam de mim agora?
Gostam de mim agora?
Gostam de mim...agora?"



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