Meus Queridinhos

>> sábado, 25 de outubro de 2008


Tem bicho mais injustiçado e desprezado que os sapos (incluindo-se aí rãs e pererecas)? Ninguém liga pra eles, não dão a mínima para os pacatos sapinhos...

Lembro-me de uma época em que eu ia sempre para Visconde de Mauá, lá pelo final dos anos 80. Praticamente todos os dias eu via um sapo atropelado e morria de pena. Depois à noite, quem é que ficava embaixo da luz dos poucos postes de iluminação comendo os infernais mosquitos? Os prestativos e zelosos sapos! Ainda assim, tinha sempre um espírito de porco que gostava de pegar algum bichinho e zunir longe. Eu ficava fula da vida!

É claro que eu tenho medo de sapo. Uma vez um dos meus irmãos, lá no sítio, correu atrás de mim com um sapaço na mão, putz, trauma certo! Mas ainda assim eu nutro uma simpatia, que é quase amor, pelos doces batráquios. Talvez Freud explique, analogia com príncipes, sei lá. Só sei que os coleciono, tenho vários, de todos os jeitos, adoro.

E naquelas sincronicidades da vida, o Leo se auto-intitula "sapo" e até compôs uma música com este nome. É, estava escrito: um sapo virou meu príncipe.

Nina Victor
fotografia de Ron Jones



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