Algo de Paraíso

>> domingo, 4 de junho de 2006



Tive um sonho muito gostoso nesta noite. Ao contrário dos meus sonhos com mar, onde sempre ondas gigantes me assombram em noite sem luar e o medo é a tônica, hoje tive um mar plácido de águas com temperatura agradável em dias ensolarados.

O cenário era assim: havia um praia em frente a outra. e o mar passava como se fosse um grande rio de águas verdes para depois se abrir num gigantesco mar azul rumo à linha do horizonte. Havia uma pequena embarcação de madeira cujo formato lembrava o daquelas camas que tem dossel. Na verdade, era possível ir de uma praia à outra, sem precisar do "barco", porém, como havia a possibilidade de, eventualmente, a maré encher um pouco mais, ele ficava lá na margem, paradinho, sem âncoras ou amarras, como se fosse uma peça encantada.

Digo isso, pois só um barco encantado poderia seguir para onde nosso pensamento indica, sem necessidade de lemes ou remos ou motores, o que fosse. Bastava embarca e pensar no destino desejado e lá ia o barquinho singrando as águas, ágil e plácido.

Um outro detalhe é que a praia onde eu havia acabado de chegar para ficar, só tinha três moradores, contando comigo, que vivam numa casa simples, porém confortável à beira do mar, literalmente à beira mar, pois ao abrir as janelas, podia-se tocar as verdes águas daquele mar amistoso e sereno. Já a praia que ficava em frente, era uma praia badalada e cheia de gente, daquelas animadíssimas e movimentadas. Totalmente diferente da pequena praia na qual eu ia viver.

O curioso é que embora o acesso de uma pra outra fosse bem fácil, as pessoas não atravessavam para o pequeno paraíso, não era permitido e todos respeitavam. Nós, podíamos ir e voltar ao bel-prazer, porém os demais não podiam pisar no sagrado solo em que vivíamos.

Como eu fui parar lá? Simples. O rapaz que morava na ilha havia me visto na outra praia. Sorriu pra mim e convidou para ir ao outro lado. Eu aceitei e atravessei o mar no colo dele, numa manhã azul e amarela. Ambos em silêncio e sorrindo. Algo em mim sabia que seria bom e que eu seria feliz do outro lado. Por isso aceitei o convite e me deixei levar. Depois é que fiquei sabendo que a única possibilidade de se conseguir morar naquela praia era sendo convidado por um dos moradores.

Quando cheguei, encontrei a moça que lá residia, trabalhando em seu "escritório" que era debaixo de uma pedra, que se erguia à margem do mar, proporcionando uma agradável sombra; ela respondia cartas e ao que parece, esse era o trabalho que se fazia ali: responder cartas que pessoas enviam com suas dúvidas, alegrias ou angústias. Mas nada de computador, as cartas eram respondidas ao velho estilo: manuscritas. De tempos em tempos vinha um helicóptero vermelho, que dava um contraste lindo com céu sempre azul e nos trazia os suprimentos necessários, inclusive... coca-cola! :)

Quando acordei me perguntei se era essa a visão que eu tinha do paraíso (risos). Neste lugar não havia noção de tempo e, apesar de não haver muita coisa diferente a ser feita, não havia tédio ou cansaço. A impressão que se tinha era de um bem-estar permanente e infinito.

Nina Victor (em 04-06-2006)



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