Os livros que meu pai me deu

>> domingo, 27 de julho de 2008



Senti saudades do meu pai. E por ter saudade dele relembrei algumas pequenas coisas da nossa tão pouca convivência.

Sempre gostei de ler, desde pequena. A moeda de suborno que minha mãe usava comigo para me convencer a ir as aulas de inglês era "livro". Toda semana eu ganhava um livrinho, escolhido por mim, comprado numa loja da Edições de Ouro que havia na galeria do curso Oxford. Esta informação foi um parênteses.

Um belo dia, meu pai chegou em casa e me deu dois livros de presente. Eu devia ter por volta uns oito ou nove anos. Um livro era sobre cartomancia e o outro sobre quiromancia. Na época não entendi nada e nem fiquei muito satisfeita com os livros. Perguntei o que eu iria fazer com aqueles livros, para que eles serviriam... acho que ele não me respondeu muita coisa. Disse apenas que era para ler. Não li. Só fui me interessar naquelas leituras alguns anos mais tarde. Bem mais tarde.

Outro livro que ele me deu foi no meu aniversário de 14 anos: Admirável Mundo Novo. Na dedicatória ele me disse que tudo na vida é transitório pois está em evolução.

Passado algum tempo ganhei mais três livros: o Evangelho Segundo o Espiritismo, o Livro dos Espíritos e o Livro dos Médiuns, todos de Allan Kardec.

Os outros livros que ganhei dele foi muito tempo depois, quando eu já contava com alguma idade na casa dos vinte e poucos anos: As Brumas de Avalon, coleção completa.

Claro que ele me comprou vários outros livros, mas escolhidos por mim. Estes que eu citei foram os únicos que ele escolheu por si mesmo.

Ele sempre soube quem eu sou. Muito tempo antes de mim, meu pai já sabia quem eu sou.

Nina Victor




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Ganhei uma fada-madrinha

>> quinta-feira, 24 de julho de 2008



Hoje de manhã fui surpreendida por mais um carinho de Deus comigo. Portas que haviam sido fechadas para mim, de repente podem se abrir. Recebi a atenção e a consideração de uma pessoa que mal me conhece, mas que, de alguma maneira, sentiu vontade de me ajudar. E isso sem que eu tivesse pedido nada, mesmo porque não poderia imaginar que tal pessoa tivesse acesso à possibilidade de fazer algo por mim. Mesmo que meu desejo não se concretize, o afeto que esta pessoa demonstrou por mim, já fez tudo valer a pena. Sou grata pela palavra amiga, pelo cuidado e pela boa vontade. Jamais esquecerei este gesto que tanto me sensibilizou. À você, minha fada-madrinha, minha eterna gratidão.

Nina Victor


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Palavras Elétricas

>> segunda-feira, 21 de julho de 2008




Aquelas palavras (saborosas palavras)
percorreram meu corpo eletricamente,
eriçando meus pelos e atiçando desejos.

Nina Victor




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Agito & Tédio

>> sábado, 19 de julho de 2008


Hoje sinto-me ao mesmo tempo entediada e agitada. Há uma urgência, um desejo latente que não dá pra ser satisfeito agora. Daí o agito, daí o tédio. Quisera perder o medo das ruas e voltar a sair. O dia passou rápido demais mas a noite promete ser longa. Definições, definições. É tudo que quero.


Nina Victor

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Sonho: muita água, pra variar.

>> terça-feira, 15 de julho de 2008


Tive mais um daqueles meus pesadelos com água. Fazia bastante tempo que eles não rolavam na minha mente adormecida. Desta vez as onda eram maiores que nunca e devastavam tudo por onde passavam. Eu estava numa praia quando ao longe vi a gigante onda chegando. O pitoresco é que ela não vinha do mar e sim da areia, vinha "de lado" digamos, ao invés de vir de frente, ou seja do oceano. Corri o quanto pude para o alto de uma duna e de lá pude observar a destruição. Curiosamente, a onda não me atinguiu. Apesar de me sentir totalmente em pânico, de alguma forma, eu estava segura. Quando o mar veio subindo ao nível em que eu estava, veio junto o "meu navio", que no sonho, era a minha casa. Não tinha mais ninguém lá dentro, estava tudo abandonado, vazio. Porém, como era "território" conhecido, não senti medo em ficar ali sozinha, mesmo não sabendo como dirigir a embarcação. Fiquei na parte de baixo, onde tinha "meu quarto" e da janela, fui vendo as águas passarem por cima do navio, sentindo o balanço, mas nada exagerado, pois era como se aquele navio e eu estivéssemos em plena segurança e poupados da tragédia ao redor. Vi três furacões ou tornados, sei lá, se formando e vindo na direção em que eu me encontrava. De repente, um helicóptero pousou e eram pessoas que trabalhavam no resgate, verificando se havia alguém no navio que estava a deriva. Eu me apresentei, falei com os caras mas me recusei a ir com eles no helicóptero alegando que ali era minha casa e ali eu estava segura e que mesmo não sabendo conduzir o navio, eu tinha certeza de que ele seria levado pela correnteza a um local seguro quando a tempestade passasse. Como não havia tempo suficiente para eles argumentarem comigo, foram embora e eu fiquei. Voltei para o inteiror do navio e continuei a ver o estrago total acontecendo. Embora assustada, ao mesmo tempo estava confiante de que todo aquele mal não iria me atingir. E navegando ainda em meio ao maremoto, acordei.

Nina Victor



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Em Mim

>> terça-feira, 8 de julho de 2008

Saudade
da nossa linguagem calada
tua língua na minha língua
vertendo o desejo primevo
origem de todos os outros.

Saudade da tua consistência
que dissolve minha decência
e que acolho sem resistência.

Saudade de ti em mim.

Nina Victor







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( )

>> quinta-feira, 3 de julho de 2008




Cazuza falava em "solidão a dois".
Sábio rapaz.

Nina Victor


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Torcida que não ajuda...


Não gosto e não entendo de futebol.
Mas acabei de assistir a transmissão da final da Taça Libertadores da América.
E os tricolores que me desculpem, mas time que não tem torcida que se emociona de verdade e que vibra fortemente não consegue muita coisa... mesmo quando joga melhor que o adversário.
Que gente apática, sô!
Coitados dos jogadores...

Nina Victor

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