Sete, Oito

>> segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Dois mil e sete acaba hoje e posso dizer que foi um ano de algumas oscilações. Nada de muito ruim aconteceu, graças a Deus e, muitas coisas boas aconteceram. Emocionalmente, foi um ano onde me propus a conquistar alguns objetivos. Deu certo durante um tempo mas depois fracassei. Não tem problema, pois embora fique chateada comigo mesma, não desisto. Vou tentar novamente. E tantas outras vezes quantas forem necessárias até que eu vença a mim mesma. Materialmente, algumas pequenas conquistas: carro zero no início do ano, armários novos para a bancada do banheiro, TV LCD, reforma do meu home office, aparelho de ar condicionado portátil e inúmeras outras pequenas coisinhas que alegraram meu dia a dia. E no Natal, mp3 player, carteira da Victor Hugo e duas armações de óculos. Presentões que me deixaram muito contente! Mas, pra variar... sempre há um porém. E o porém de hoje é a sua ausência ao meu lado. É romper o ano longe de você. Chato isso. Muito chato mesmo. Mas nem sempre as coisas acontecem como desejamos. Paciência. Feliz dois mil e oito!

Nina Victor



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Boas Festas?!

>> sexta-feira, 28 de dezembro de 2007



Ontem fomos ao Via Parque, almoçar no Johnny Pepper, comprar presente pras gatinhas e coisinhas para casa. Shopping pós-Natal e ainda por cima num dia de semana de manhã é plenamente suportável. Pois bem, estávamos já voltando pro estacionamento quando fomos surpreendidos pelo coral de ursinhos. Tudo muito bonitinho, muito mimoso, porém... Fala sério! A música escolhida foi "Boas Festas" de Assis Valente. Nada contra a música, que aliás acho bem bonita e até me emociona, mas daí usá-la para entreter as crianças é dar um soco na boca do estômago de cada uma. E sem piedade. Foi uma escolha sádica. E irônica. Pois não é que depois de cantarem para todos que Papai Noel não atendeu ao pedido e que " felicidade é brinquedo que não tem", o cara-de-pau do ursinho maestro deseja um "Feliz Natal"?! Putz! Eu não sabia se ria ou se ficava chocada... Filmei a segunda parte e acabei optando pelo riso. Ainda é o melhor remédio. E também, vai ver que as crianças nem prestaram atenção na letra da música. E se forem sortudas, o inconsciente de cada uma saiu de fininho naquele momento... Veja o tosco vídeo:




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Feliz Natal, Pai

>> segunda-feira, 24 de dezembro de 2007



Arte de FeaDra



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Pais e Filhos

>> sábado, 22 de dezembro de 2007




"To every parent who sees this" é o nome do desenho acima.
Os pensamentos que ele me trouxe, guardo-os; pois descompromissados não são. Mas registro a feliz (sem trocadilhos) imagem de demitasse-lover.

Nina Victor



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Real x Imaginário





Agora a pouco, no meio de uma conversa, me perguntaram:

"O que é mais difícil de mudar, o real ou o imaginário?"

Para mim, não há dúvida. É muito mais fácil que o real mudar do que o imaginário.
A realidade pode ser mudada a qualquer tempo, de qualquer modo, com ou sem a nossa permissão ou atuação. Para melhor ou para pior. Não há controle. E mesmo quando pensamos que estamos no controle da situação, sempre estamos sujeitos aos fatores que nos circundam e que fogem ao nosso império.
Já o imaginário é reino pessoal e inviolável de cada um. Não há como ser abalado ou mudado a não ser que exista de alguma forma, a nossa concessão. Por isso nossos medos ou fantasias, coisas boas ou ruins que povoam nosso imaginário são mais difíceis de serem alteradas. Não há fator surpresa, não há intempérie, não pode haver emboscada ou cilada. O que habita nossa imaginação é secreto aos outros. Ninguém tem o poder de interferir. E muitas vezes nos é penoso, seja vencer, seja implementar, o que há no imaginário...

Por hora chega. Estou tonta.


Nina Victor



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Noite Feliz

>> sexta-feira, 21 de dezembro de 2007


Vou dizer que detesto este tempo de Natal. Fico deprimida, aborrecida e muito irritada com toda a hipocrisia que permeia este período. O fato é que a maioria das pessoas está pouco ligando pro real sentido da data. Querem mais é se empapuçar de comida e bebida e saciar a febre consumista que a todos assola. Não tenho mais saco para as confraternizações-obrigações-sociais. Quero mais é ficar na minha. Ano passado pela primeira fiz o que há tempos desejava: passar o Natal sozinha. E foi ótimo! O melhor Natal dos últimos tempos. Na santa paz da minha casa, com minhas gatinhas e o silêncio que tanto aprecio. Este ano estou profundamente inclinada a repetir a dose. Estou me imbuindo de "coragem" para dizer à minha mãe que não quero ir na festa da família, que "Noite Feliz" pra mim é estar sozinha fazendo minhas orações e reflexôes, pois é assim que me sinto bem. É assim que tenho um Natal de Luz.

Nina Victor

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Saudade

>> quinta-feira, 20 de dezembro de 2007


Saudade é vontade de ter nas mãos aquilo que insiste em não sair da lembrança. É reviver a textura através da memória do paladar. É embriagar-se com o aroma-fantasma que, insistentemente, impregna o ar. É querer no amanhã o passado tão presente. É sonhar com o que já aconteceu e forjar o que virá a ser. A saudade revela desejos e arrepende-se dos pudores. A saudade é fome, é guerra, é súplica. É o que nos alenta e nos abate ao mesmo tempo. Saudade é a atemporalidade do tempo. É o sossego forçado do coração inquieto. É o placebo dos sentimentos. É o bálsamo do talvez...

Nina Victor




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Tola Senhora

>> terça-feira, 18 de dezembro de 2007



Algumas pessoas na ânsia de se auto-afirmarem como adultas e senhoras de seu destino, acabam tendo reações ridículas baseadas em argumentos pífios. Por um instante quase perco a fleuma e me irrito, mas logo em seguida, muito rapidamente, me recupero, sorrio discretamente e me afasto à francesa. Já está comprovado que não adianta lançar pérolas aos porcos.

Nina Victor




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Quando a morte é bem-vinda?

If I could drop dead right now, I'd be the happiest man alive.
Samuel Goldwyn


E fico a pensar sob qual circunstância eu concordaria com esta frase.
Num estupendo momento de satisfação?
No exato instante da dor mais cruciante?
Ou num silencioso domingo ensolarado, logo de manhã, ao abrir os olhos?

Nina Victor


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A Árvore

>> segunda-feira, 17 de dezembro de 2007




Hoje a tarde voltando pra casa, em determinado instante o taxi parou num sinal bem ao lado de uma árvore. Fiquei observando que várias folhas nasciam do tronco mas bem baixinho, na altura do quadril de uma pessoa de altura mediana. Folhas verdinhas e lindas e limpas, brotando de um tronco feio, encarquilhado e nodoso. A árvore não era bonita. Acho que foi a primeira vez, que eu me lembre, que achei uma árvore feia. E me senti muito mal com isso. Nisso, passa ao lado da árvore um garoto de talvez uns onze, doze anos, magrinho de cabelos lisos e sorridente; atrás dele, a mãe (suponho) de mãos dadas com uma garotinha bem menor. Na mesma hora, pensei: a gente anda, as árvores não. Mas mesmo paradas, fincadas no solo, elas tentam alcançar o céu, estão sempre olhando pra cima, mirando o infinito e pra lá tentando se dirigir. E a gente, que anda, no entanto, nem sempre consegue sequer, seguir em frente, quanto mais olhar pra cima, elevar-se e vislumbrar as possibilidades do infinito. O sinal abriu e o taxi andou. Virei o rosto pra continuar a olhar a árvore. Agora ela já não me parecia tão feia.

Nina Victor

Imagem: Árvore da Vida, Gustav Klimt

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Sobre o Blog Fátuo Sofisma




Fátuo:


adjetivo
1 muito estulto e com alta opinião de si próprio; vaidoso e oco; presunçoso
2 que é tolo, insensato
3 que permanece por pouco tempo; que é fugaz, transitório




Sofisma:

substantivo masculino
1 Rubrica: lógica.
argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa
2 Rubrica: lógica.
argumentação que aparenta verossimilhança ou veridicidade, mas que comete involuntariamente incorreções lógicas; paralogismo
3 Derivação: por extensão de sentido (da acp. 1).
qualquer argumentação capciosa, concebida com a intenção de induzir em erro, o que supõe má-fé por parte daquele que a apresenta; cavilação
4 Derivação: por extensão de sentido. Uso: informal.
mentira ou ato praticado de má-fé para enganar (outrem); enganação, logro, embuste.

Dicionário Houaiss



ATENÇÃO:

1. Todos os textos são de Nina Victor, exceto quando expressamente citado.

2. Algumas imagens são minhas, outras são obtidas na internet. Quando o autor for conhecido, será sempre citado. Se não está indicada a autoria da imagem é porque desconheço quem a fez, porém, caso o leitor saiba a autoria de alguma das imagens sem crédito, peço o favor de me informar para que os mesmos sejam incluídos. Se você é o autor de alguma imagem aqui apresentada e não deseja ver seu trabalho exposto neste blog, basta me avisar que retirarei a imagem prontamente.

3. O material aqui postado é de livre reprodução, desde que citada a autora, Nina Victor e o endereço deste blog como fonte original. Não são permitidas mudanças ou adaptações no texto ou seu uso comercial sem expressa autorização da autora.




Entendendo Alguns Marcadores:


Coisa Minha: São palavras que escrevo sobre algo que diz respeito a mim e nem sempre será compreeensível para todos.

Com Meus Botões: São os posts nos quais eu "penso alto", como se estivesse falando sozinha ou fazendo alguma indagação/ponderação sobre a vida em geral.

Decifro e Devoro: São postagens publicadas originalmente no blog Decifro e Devoro, que desenvolvo com o Helio Jenné.

Gosto disso: Qualquer coisa que me toque e emocione.

Outras Palavras: São postagens onde apresento coisas escritas por outras pessoas e que caem como uma luva em meus pensamentos/sentimentos (passados, presentes ou futuros).

Parênteses: São pequenas anotações sobre alguma coisa - boa ou ruim.

Passatempo: Testes e besteirinhas análogas que encontro na net.

Recado: É isso aí mesmo, uma mensagem para alguém. Tem destino certo.

Resmungos: São os posts onde extravaso minhas irritações, lamentos e desagrados.

Segredos: São comentários sobre alguns segredos postados no blog Post a Secret com os quais me identifico ou que chamam minha atenção.



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Disparidade

>> terça-feira, 9 de outubro de 2007


Ao contrário da imagem, eu nem preciso cuidar, o amor cresce e invade meus espaços aleatóriamente, isento de rimas ou métricas, apenas se desenvolve ao seu bel prazer, à minha revelia, provocando-me incertezas a cada vez que ouço suas declarações positivas, mas que, não coadunam com a realidade íntima de momentos a dois proveitosos somente para um: eu. É o prazer que me dá que me esmaga os sentimentos. É o prazer que não arranco de você que me inflama os pensamentos.

Nina Victor


Art by Tiny Pilot

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Língua Bipartida

>> quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Tive uma noite agitada de sonhos. O último, o mais nítido, terminava comigo me olhando no espelho e descobrindo que eu tinha a língua bipartida, tal qual as serpentes. Na mistura de sonhos, sonhei também que o Nélio estava morando na Barra da Tijuca, num imenso apartamente e que eu estava lá, sozinha, tomando conta da casa para ele, que estava viajando. Durante minha estada lá, a Regina me ligava e ficava muito tempo conversando comigo a respeito de aceitar ou não uma titularidade perto do local onde ela foi criada. Do nada, ela apareceia no lugar onde eu estva e continuava a conversar. Na bagunça dos meus sonhos, a Jarli aparecia procurando aflitamente, um livro de física quântica. E eu dizia pra ela que seria fácil encontrar pois estávamos na casa de um engenheiro! Confusão de irmãos... O telefone não parava de tocar e a secretária eletrônica atendia e recados e mais recados de ofertas de produtos para odontologia eram anunciadas. O banheiro tinha um vidro na porta e quando eu estava lá vi, o Neném indo para lá, mas quando ele me viu deu meia volta e desistiu. De alguma forma eu me sentia doente, e foi nesta hora que me olhando no espelho, coloquei a língua pra fora e vi que ela estava bipartida. Acordei neste momento.

Nina Victor

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Celulares, Nextel e Mp3

>> quinta-feira, 13 de setembro de 2007



Eu fico estarrecida e irritada com a falta de educação de algumas pessoas que, supostamente, deveriam ter um mínimo de trato social e senso de respeito.

Pois estava eu, assistindo uma aula de Constitucional, quando de repente toca um celular. Toca não, "berra". O professor, um magistrado, diga-se de passagem, lá na frente, dando uma aula espetacular e a "mocinha" dona do aparelho, pegando a bolsa lentamente, sem a menor preocupação ou constrangimento.

Por um instante pensei que ela desligaria o telefone, mas qual não foi minha surpresa ao vê-la atender a ligação e conversar durante a aula!!! Detalhe, a figura estava sentada ao lado da plaquinha que pede que os celulares sejam desligados.

Este tipo de coisa pode parecer bobagem, mas na minha opinião por causa de situações assim que o mundo anda tão estranho.

É um detalhe, eu sei, mas mostra o quanto algumas pessoas não sabem se comportar, vivendo na base do "eu faço o que me der na telha e se dane o resto".

Isso me lembrou aqueles abomináveis aparelhos Nextel. Fico profundamente incomodada quando, no frescão, alguém começa a usar o maldito aparelho. Pô, eu não estou nem um pouco numas de ouvir conversas alheias, normalmente gosto de passar o tempo lendo um livro ou pensando na vida, mas aí... fica difícil... grrrrrr...

Uma coisa puxa a outra e me veio à mente um outro detalhe que de deixa furiosa: neguinho ouvindo mp3 com o volume altíssimo mesmo usando um headphone.

Aliás, ontem, no frescão a moça que sentou atrás de mim, além de me forçar a ouvir o que saía do seu mp3 player, ainda acompanhava, descompassadamente, o rítmo batendo os pés no chão e cantando... mal, diga-se de passagem...

Juro que gostaria de ser um poço de grossura com alma de lavadeira com phd e sair esculhambando esse pessoal... Mas não, fico quietinha, me sentindo invadida e atormentada com este tipo de circunstância. Daí o que me resta é resmungar aqui...

Nina Victor



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Canadá em Sonho

>> terça-feira, 11 de setembro de 2007



Tive um sonho muito estranho. Viajei para o Canadá e pagando as despesas! O esquisito é que o Canadá faz parte da lista de países não visitáveis pois não me atrai em nada... mas no sonho eu estava cometendo a loucura de estar lá.

Eu não estava gostando do que eu estava vendo, minha mãe, sim. Ela estava comigo, só queria saber de ir aos shoppings e andar pelas lojas. O ponto alto do sonho foi a ida a um enorme lago rodeado de área verde, onde havia uma grande pedra na qual as pessoas ficavam para ver o por-do-sol... Para chegar lá acabei tendo que me jogar nas águas escuras e frias do lago, pois estava anoitecendo muito rápido e eu queria fotografar o tal por-do-sol - isso é incrível, dado ao meu medo de águas, ainda mais escuras e frias... quando cheguei na parte baixa da tal pedra, não consegui subir - olhei para a direção em que todos olhavam e qual não foi minha surpresa ao ver que o sol que se punha tinha o formato e aparência de uma gigantesca lua branca, bem brilhante, mas que não ofuscava os olhos. Nisso a escuridão da noite já era total. Eu sentia medo, porém um medo controlado.

Depois dali fomos andando pelas ruas, sempre beirando algo que parecia o mar onde navios velozes passavam e eu tentava fotografar. Também vi viadutos de estrutura superlativa sobre o mar.

Numa determinada rua um senhor negro começou a falar comigo me dizendo que eu deveria comprar um "elevador de máquinas fotográficas e filmadoras" para instalar do lado de fora da janela da minha casa. Dizia ele, ser a grande novidade região - "todo mundo está usando"... Olhei para o lado e, num beco, vi um bando de crianças fazendo algazarra e sorrindo e fotografei também... neste ponto acordei.

Nina Victor






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You

>> segunda-feira, 10 de setembro de 2007



The little things you do
the words you say
everything that comes from you,
even what I don´t understand
or the silence as an answer
for some questions I do,
and I do it a lot...
...anything!
The more I know about you
the more I admire you.

Nina Victor



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Comigo

>> sexta-feira, 4 de maio de 2007

fotografia de sweetcharade




Vem ficar comigo
e me traz a sua paz,

me cobre com seus beijos
e acalma meus desejos,

inspira meus carinhos
fcando bem pertinho,

me cede o seu corpo
para que eu o desperte

e em contrapartida
me fale indecências,

me instigue, me peça,
diga o que quer...

Vem, fica comigo...

Nina Victor




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