Que Gênio-Louco É Você?

>> quarta-feira, 8 de novembro de 2006






Faça você também Que
gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia




Read more...

Ping Pong

>> sábado, 21 de outubro de 2006

Você me tira o sono nas madrugadas e traz ansiedade aos meus dias:
É o desejo que a noite chegue...

Toca fundo minha alma mas não alcança meu corpo...
Eu sorrio e depois eu piro, mesclo culpa com satisfação.

Sem saída, não lhe evito mas me escondo e retraio...
De repente dou bandeira, de bobeira, eu me exponho.

Que se dane!
Se é tão pouco o que podemos, vou me exceder nos detalhes...

Nina Victor



Read more...

Vias de Mão-Dupla

>> quinta-feira, 19 de outubro de 2006


Todos os caminhos são vias de mão-dupla.
A mesma emoção que me fortalace,
me esmorece.
O mesmo sonho que me faz sorrir,
me joga de volta à realidade.
A boca que tanto desejo,
é a mesma que me faz calar.
As palavras que eu não digo
estão presentes nas bandeiras que dou.
A altura que me fascina
é a que não posso alcançar.
O azul que me lembra o céu
é o mesmo que me traz o "blues".
Todos os caminhos são vias de mão-dupla.

Nina Victor



Read more...

Não Pecarás

>> segunda-feira, 21 de agosto de 2006


Tem horas que quero falar e não sei como dizer o que quero significar. E esse impasse entre a necessidade de extrapolar e a interiorização forçada me deixa agustiada, enjoada, tipo mal físico refletindo a incompetência emocional. Destesto quando as palavras me faltam e as frases não se formam. De repente isso acontece porque não sei o que sinto ou porque prefiro não trazer para o mundo palpável aquilo que não deveria existir. Se algum dia falei que não me censuro é mentira: sou patrulheira de mim mesma e da pior espécie. Droga! Péssima mania esta minha de querer ser sempre correta... afinal, um pecadinho só, que mal poderia fazer?!...

Nina Victor



Read more...

Nós

>> sábado, 29 de julho de 2006






Foi como sangue:
primeiro assusta,
depois fascina...

Nina Victor





foto daqui

Read more...

Algo de Paraíso

>> domingo, 4 de junho de 2006



Tive um sonho muito gostoso nesta noite. Ao contrário dos meus sonhos com mar, onde sempre ondas gigantes me assombram em noite sem luar e o medo é a tônica, hoje tive um mar plácido de águas com temperatura agradável em dias ensolarados.

O cenário era assim: havia um praia em frente a outra. e o mar passava como se fosse um grande rio de águas verdes para depois se abrir num gigantesco mar azul rumo à linha do horizonte. Havia uma pequena embarcação de madeira cujo formato lembrava o daquelas camas que tem dossel. Na verdade, era possível ir de uma praia à outra, sem precisar do "barco", porém, como havia a possibilidade de, eventualmente, a maré encher um pouco mais, ele ficava lá na margem, paradinho, sem âncoras ou amarras, como se fosse uma peça encantada.

Digo isso, pois só um barco encantado poderia seguir para onde nosso pensamento indica, sem necessidade de lemes ou remos ou motores, o que fosse. Bastava embarca e pensar no destino desejado e lá ia o barquinho singrando as águas, ágil e plácido.

Um outro detalhe é que a praia onde eu havia acabado de chegar para ficar, só tinha três moradores, contando comigo, que vivam numa casa simples, porém confortável à beira do mar, literalmente à beira mar, pois ao abrir as janelas, podia-se tocar as verdes águas daquele mar amistoso e sereno. Já a praia que ficava em frente, era uma praia badalada e cheia de gente, daquelas animadíssimas e movimentadas. Totalmente diferente da pequena praia na qual eu ia viver.

O curioso é que embora o acesso de uma pra outra fosse bem fácil, as pessoas não atravessavam para o pequeno paraíso, não era permitido e todos respeitavam. Nós, podíamos ir e voltar ao bel-prazer, porém os demais não podiam pisar no sagrado solo em que vivíamos.

Como eu fui parar lá? Simples. O rapaz que morava na ilha havia me visto na outra praia. Sorriu pra mim e convidou para ir ao outro lado. Eu aceitei e atravessei o mar no colo dele, numa manhã azul e amarela. Ambos em silêncio e sorrindo. Algo em mim sabia que seria bom e que eu seria feliz do outro lado. Por isso aceitei o convite e me deixei levar. Depois é que fiquei sabendo que a única possibilidade de se conseguir morar naquela praia era sendo convidado por um dos moradores.

Quando cheguei, encontrei a moça que lá residia, trabalhando em seu "escritório" que era debaixo de uma pedra, que se erguia à margem do mar, proporcionando uma agradável sombra; ela respondia cartas e ao que parece, esse era o trabalho que se fazia ali: responder cartas que pessoas enviam com suas dúvidas, alegrias ou angústias. Mas nada de computador, as cartas eram respondidas ao velho estilo: manuscritas. De tempos em tempos vinha um helicóptero vermelho, que dava um contraste lindo com céu sempre azul e nos trazia os suprimentos necessários, inclusive... coca-cola! :)

Quando acordei me perguntei se era essa a visão que eu tinha do paraíso (risos). Neste lugar não havia noção de tempo e, apesar de não haver muita coisa diferente a ser feita, não havia tédio ou cansaço. A impressão que se tinha era de um bem-estar permanente e infinito.

Nina Victor (em 04-06-2006)



Read more...

Táxi, Taxistas e Rádio Relógio

>> quinta-feira, 25 de maio de 2006


Quando liguei para pedir o taxi pensei que gostaria que fosse o mesmo motorista que me levou ontem. Adoro viajar com ele por um motivo muito simples: ele é calado. Até que não me incomodo de conversar com taxistas, porém, quando estou lendo um livro, e estou, prefiro os calados, para poder desfrutar do prazer da leitura por opção, antes que eu comece minhas leituras por obrigação - processos e mais processos, pilhas intermináveis de desentendimentos e, vez por outra, baixarias. Pois bem, a força do pensamento positivo foi operante e o caladão veio me buscar.

Já no retorno, não tive a mesma sorte. Peguei um taxi no ponto perto do trabalho - uma Uno barulhenta pra caramba e com um motorista animadíssimo, educado até, mas que não se intimidou com o livro aberto em meu colo e por consequência, não consegui dar seguimento à minha deliciosa leitura... ele falou o tempo todo!

Falou sobre o clima no mundo, sobre a exuberância da natureza, sobre curiosidades que ele ouvia na Rádio Relógio... " a senhora lembra?"

Lembro sim... e fiquei imaginando uma viagem naquele taxi numa tarde chuvosa e com algum engarrafamento e ainda por cima ouvindo: "você sabia?.... blábláblá.... tu tu tu.... cada segundo que passa é um milagre que não se repete" (ou seria minuto? não importa, não se repete mesmo!). Dei graças a Deus por não mais existir a Rádio Relógio. Mas logo em seguida lembrei dos motoristas que ouvem a Radio Nativa FM ou qualquer droga do gênero... e um sentimento de nostalgia me invadiu - senti saudades da inofensiva Rádio Relógio.


Nina Victor (texto escrito em 25/05/2006)




Read more...

Perguntas do Dia

>> sexta-feira, 19 de maio de 2006




Como pode o amor acontecer
entre seres tão diferentes?
Se não há comunhão de pensamentos,
como pode haver atração espiritual?
Se ao que olho não identifico beleza,
como posso ver sex-appeal?
Por que a inteligência que me instiga
é a mesma que produz atitudes que reprovo?
Como pode a mesma voz,
dependendo do seu tom,
me causar desdém ou desejo?
Pode uma relação se sustentar em palavras?
E viver por palavras?
E crescer através de palavras?
Ama-se o que se vê?
Ou o que se sente?
Ou o que se ouve?
Ou o que se pressente?
Amamos pro futuro ou
apenas no tempo presente?

Nina Victor








Read more...

Bem-vindo a Bordo

>> domingo, 26 de fevereiro de 2006




Este seria apenas um lugar qualquer se não houvesse imaginação... mas há muito eu o transformei numa espaçonave. É daí que exerço meu livre-arbítrio e escolho os caminhos por onde passo e os locais onde aterrisso. É daí que vejo a vida. É meu ponto de descanso e também minha arma de enfrentamento. E quando minha consciência for desativada, no instante do desenlace, é aí que repousarei tranquila aguardando a próxima chamada.

Nina Victor em 26/02/2006

Read more...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

  © Blogger template Wild Birds by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP