Para Quem Puder Entender
>> sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Pois ele me atordoa e
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A gente destrói aquilo que mais ama
em campo aberto, ou numa emboscada;
alguns com a leveza do carinho
outros com a dureza da palavra;
os covardes destroem com um beijo
os valentes destroem com a espada.
Mas a gente sempre destrói aquilo que mais ama.
Oscar Wilde
Nina Victor
Chega um tempo em que é preciso desfazer a casa. E desfazer não é destruir, não é sabotar, não é abandonar. Desfazer exige arte, exige controle, exige paciência, exige amor. Pode parecer um contra-senso ligar desfazer a amar. Porém o ato de desfazer a casa é um ato amoroso que evita o rancor, evita a surpresa, evita até mesmo o desamor. Desfaz-se a casa para que o amor prossiga. É preciso sempre manter-se atento para reconhecer o momento de desfazer a casa quando ele se apresenta. E falo em atenção, pois este momento não chega fazendo estardalhaço... ele é sutil... discreto, se apresenta de branco, se mistura ao dia a dia e se o deixarmos passar, ele degenera e vira destruição. O ato de desfazer a casa é comedido, é respeitoso, é amigo. Desfazemos a casa para preservarmos o jardim. Tiramos o peso dos móveis, as limitantes paredes e passamos a contar com o aberto do jardim, onde afinal, tudo começou... E digo com quase toda certeza, que, se apesar da casa desfeita, o jardim permanecer, tudo pode ser, tudo pode existir, tudo pode renascer...© Blogger template Wild Birds by Ourblogtemplates.com 2008
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